Publicado em março 10, 2010 por obrademariadf
Uma das ferramentas que o católico dispõe durante o período da Quaresma para aprofundar a sua conversão é o jejum. O jejum não é passar fome, como muitos pensam. Na verdade, ele é a decisão de abrir mão livre e voluntariamente de algo agradável ou prazeroso com a intenção de se fortificar na constante luta contra o pecado. É uma espécie de treinamento espiritual. Se conseguirmos abrir mão de algo que desejamos quando não é propriamente necessário, certamente estaremos mais fortes quando precisamos abrir mão do pecado.
O jejum pode ser praticado normalmente ao longo do ano, mas a Igreja orienta que o façamos com maior devoção às quartas e sextas-feiras, e de modo ainda mais especial durante a Quaresma, tempo próprio para a conversão. É comum vermos pessoas abster-se de comer chocolate, doces, massas ou algum alimento de maior predileção. Isto é interessante. É um jejum. É abrir mão de desejos simples para a fortificação da alma. Mas por que não propor a nós mesmos um desafio maior?
A Epístola de São Tiago vem falar-nos sobre os pecados da língua. “Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procedem a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim” (Tg 3,9-10).
Por que não fazer um jejum da língua? Quer coisa mais complicada do que dominar a sua língua? Se não temos algo de bom pra falar do irmão, silenciemos. Certamente isto será mais agradável a Deus, além de ser um excelente exercício de santificação para esta Quaresma.
Acha que não consegue? Lembre que para Deus nada, nada… NADA é impossível.
“Se alguém não cair por palavra, este é um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo” (Tg 3,2)

Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília
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Publicado em março 8, 2010 por obrademariadf
Estamos vivendo um tempo em que o valor das coisas está assumindo estranhas proporções. O que vale mais: ter diversas roupas como opção no armário (algumas sem uso há mais de um ano), ou a felicidade de, doando algumas delas auxiliar alguém mais necessitado? E o que traz mais conforto à alma: comprar um celular de última geração todo ano ou colocar o mesmo dinheiro investido no aparelho à disposição de alguma obra social idônea?
Com o tema “Economia e Vida”, a Campanha da Fraternidade deste ano procura nos alertar para o perigo de valorizarmos excessivamente as coisas deste mundo em detrimento Daquele que deve ter o maior valor em nossas vidas.
O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração” (Mt 6,21). O mundo está acostumado a tratar como tesouro coisas sem valor nenhum diante de Deus, porém devemos lembrar que vivemos neste mundo mas não somos daqui, somos do céu.
Não devemos ser radicais e acreditarmos que é pecado ser rico em bens neste mundo. Nada disso. Entretanto, o muito ou o pouco que temos deve estar a serviço e à disposição de Deus de forma ampla.
Aproveitemos este tempo favorável para a conversão que é a Quaresma e o tema extremamente apropriado abordado pela Campanha da Fraternidade para buscarmos transformar nossos propósitos em atitudes práticas de desprendimento de bens materiais para a maior Glória de Deus. O primeiro passo depende de nós.
Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília
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Publicado em março 7, 2010 por obrademariadf
Quem não quer ser feliz? Todos queremos. Aliás, este é o maior objetivo do ser humano ao longo de toda a sua vida. Entretanto, cada vez mais, o homem vem buscando sua felicidade nas coisas deste mundo. Buscamos a felicidade no dinheiro, no status, no sexo, em todo tipo de coisa. Mas assim como o dinheiro, o status e o sexo são menores que o homem, todas as outras criaturas deste mundo também o são. São menores que o homem pois somente ele foi criado a imagem e semelhança de Deus.
Ora… Como pode uma coisa menor satisfazer uma maior? Nunca. Por isso o homem que busca sua felicidade nas coisas deste mundo nunca a encontrará, pois essas coisas são menores que ele e nunca irão satisfazê-lo. Isto não é religião, é lógica. Não é necessário ser católico para entender e acreditar nisto, basta nos desligarmos um pouco dos valores pregados atualmente como “felicidade”.

Santa Teresa d'Ávila
Então, se para nos satisfazermos e sermos verdadeiramente felizes precisamos de algo maior do que nós, quem maior do que Deus para nos fazer alcançar este objetivo? Deus é infinitamente maior que todos nós e pode nos proporcionar uma felicidade inimaginável, uma felicidade intensa e eterna, na qual as provações virão mas permaneceremos em paz por estarmos perto Dele.
Santa Teresa d’Ávila dizia: “Só Deus basta”. Por causa dessa verdade proclamada em um pequeno poema escrito por ela tornou-se uma das três mulheres reconhecidas pelo Vaticano como Doutoras da Igreja. Tenhamos este pensamento em mente nesta Quaresma.
Só Deus basta para a nossa felicidade.
A oração completa de Santa Teresa D’Ávila pode ser encontrado em: http://pastoralvilaflor.blogspot.com/2010/02/nada-te-espante-so-deus-basta.html
Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília
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Publicado em março 5, 2010 por obrademariadf
Acredite na força e no poder do Santíssimo Sacramento!

“Em São luís, povoado não muito distante de Mohón – Espanha, vivia uma pobre viúva chamada Joana Cardona Vinent. Esta mulher cristão, embora de humilde condição e desconhecida nos fatos de história, tem seu nome escrito com letras de ouro no Livro da vida.
Aos 59 anos de idade lhe sobreveio uma grande enfermidade do estômago, que não lhe permitiu alimentar-se mais do que com caldo de pescado; e depois de vinte anos de sofrimentos suportados com admirável paciência e resignação, se agravou ainda mais seu estado, em conseqüência de um golpe de ar que a deixou encurvada, sem poder ficar ereta nem olhar para o céu.
Corria o ano de 1880 e a pobre mulher fazia já oito meses que estava na cama sem poder se mover. Como se aproximava a festa de Corpus Christi, sentiu na alma uma grande fé e confiança de que o Senhor poderia curá-la.
Rogou pois aos vizinhos que a descessem à porta da rua quando passasse a procissão, e mandou pedir ao sacerdote que levava o Santíssimo Sacramento que, quando passasse junto dela, aproximasse um pouco a custódia para adorar a Jesus na Hóstia Sacrossanta.
Presente estava todo o povo, compadecido do triste estado da mulher, mas eis que no momento crítico de dirigir-se o sacerdote com a Sagrada Hóstia para a porta da casa onde jazia a enferma, com grande surpresa e admiração da multidão verificou-se o instantâneo prodígio de ficar ela completa e radicalmente curada de sua dupla enfermidade.
Viveu ainda dez anos depois disso, sem experimentar a menor dor e comendo como nos dias de sua juventude. Dormiu por fim o sono dos justos em 1890, com a idade de 90 anos”.
Testemunho do Pároco Dom Pedro Pons. Banza, que estava conduzindo o Santíssimo Sacramento, extraído do Informativo da Paróquia Nossa Senhora do Lago.
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Publicado em março 5, 2010 por obrademariadf
Você conhece algum haitiano? E algum chileno? Provavelmente não. Entretanto, é impossível ignorar os intensos terremotos ocorridos recentemente e que afetaram a vida de milhões de pessoas no Haiti e no Chile. Impossível escutar os depoimentos de pessoas, muitas vezes crianças, que perderam familiares, casa, tudo sem sentir nada a respeito.
Neste momento, a Santa Igreja procura nos impulsionar a rezar pelas vítimas e a nos mobilizarmos para ações de caridade em prol dos desabrigados. O Santo Padre, Papa Bento XVI, tem repetidamente se pronunciado a respeito. Embora sejam tarefas relativamente simples para nós, é necessário o desprendimento para buscarmos estas atitudes.
Podemos estar nos perguntando: Mas o que rezar pelas vítimas vai adiantar? Mais do que podemos imaginar! Jesus mesmo disse aos seus discípulos: “Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,19-20). Agora tente visualizar a força da oração conjunta de todo o Povo de Deus em favor desta causa.
Nosso Senhor Jesus Cristo não veio ao mundo para salvar apenas a nós mesmos, nossos familiares e amigos mais próximos. Veio também por aqueles que nem conhecemos. Veio para toda a humanidade. Seguindo a orientação do Santo Padre, juntemo-nos em oração em favor dessas vítimas pelas quais o Sangue de Deus foi igualmente derramado.
Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília
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Publicado em março 4, 2010 por obrademariadf
Apenas pelas saudações do anjo Gabriel: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28) e de Santa Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42) já é possível perceber como Nossa Senhora foi escolhida por Deus para desempenhar um papel chave em nossa salvação. Estas duas saudações vieram a compor a primeira parte da Ave-Maria. Mas e a segunda parte?
No Século V, Nestório, então bispo de Constantinopla, propôs que Maria não seria Mãe de Deus, mas mãe apenas da pessoa humana de Cristo. Tal afirmação, que ficou conhecida como heresia nestoriana, impulsionou a convocação do Concílio de Éfeso, no ano de 431, como forma de reação da Igreja ao fato. No Concílio, dirigido pelo Papa Celestino I, ficou definido que Maria é sim a Mãe de Deus. Isto fica claro por motivos bem lógicos. Não significa que ela seja anterior a Deus ou uma fonte de Deus, mas sabe-se que a Pessoa que esteve em seu ventre foi, é e sempre será o Deus Encarnado, Jesus Cristo.
Conta-se que no encerramento do Concílio, quando as virtudes de Maria eram mais exaltadas, o Papa Celestino ajoelhou-se e saudou Nossa Senhora com as seguintes palavras: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.” É a súplica da Santa Igreja pela intercessão de sua Mãe junto ao Pai que está no céu.
Junto às outras duas saudações, deu-se origem à Ave-Maria que hoje conhecemos e rezamos. Assim, ao rezá-la, vemos que Maria é coroada pelos anjos (anúncio pelo anjo Gabriel), pelos santos (saudação de Santa Isabel na visita de Maria) e pelos homens (Concílio de Éfeso) como bem-aventurada Mãe de Deus e nossa intercessora.
Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília
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Publicado em março 3, 2010 por bruninhaobrademaria
Publicado em março 2, 2010 por obrademariadf
Isto aconteceu de forma parecida com Adão e Eva quando cometeram o pecado original. A primeira reação deles foi tentar se esconder de Deus (como se isto fosse algo possível), distanciar-se dele. Assustados com a voz de Deus, quiseram se esconder entre as árvores do jardim do paraíso (Gn 3,8).
Acontece da mesma forma conosco quando pecamos. O pecado imediatamente nos distancia de Deus. Acabamos querendo ficar longe dele, nos esconder dele, num impulso de vergonha. Mas a intenção do inimigo é justamente essa: fazer-nos acreditar que este afastamento é a única solução, que Deus não terá Misericórdia suficiente para nos receber de volta.
A Misericórdia de Deus não tem medidas, é perfeita. Pecamos e infelizmente continuaremos pecando por toda a nossa passagem nesta Terra. Bem dizia São Paulo: “Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” (Rm 7,19). Entretanto, nenhum pecado é maior do que o nosso Deus, e Ele, na Sua Infinita Misericórdia, sabendo desta nossa pequenez, nos dá a força e os meios para buscá-Lo constantemente.
Busquemos em nossa oração pessoal e na vivência dos Sacramentos que seu filho Jesus nos deixou a proximidade que Ele tanto quer ter conosco. O Sacramento da Confissão, por exemplo, é uma expressão especial desta Misericórdia e a Quaresma, tempo de conversão, é um momento propício para procurá-lo com maior intensidade.
Você pode até pensar às vezes em ficar longe de Deus, mas Ele nos quer sempre perto e devemos fazer a vontade d’Ele, não a nossa. É só acreditar na Sua Infinita Misericórdia.
Ígor Guimarães
Membro Consagrado da Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília – DF
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Publicado em fevereiro 26, 2010 por obrademariadf
Frequentemente, quando temos que tomar uma decisão importante, quando um ente querido está sofrendo com uma grave doença, ou em outras diversas ocasiões ao longo de nossas vidas, sentimos medo. O medo é aquela dúvida diante de algo desconhecido que se aproxima. Às vezes sentimos medo até de rezar, ao percebermos nossa pequenez diante de Deus. Somos humanos e é natural sentirmos medo em alguns momentos.
Entretanto, Jesus mesmo nos lança um desafio: “Não tenhas medo, crê somente” (Mc 5,36). Não devemos ter medo, basta-nos ter fé na Divina Providência frente ao desconhecido. Deus tudo providencia para nossa salvação e conforto, a nós cabe tão somente acreditar nisto e buscá-lo em todas as nossas ações.
“Não tenhas medo”. Na Bíblia Sagrada, esta expressão de encorajamento por parte de Deus aparece 365 vezes. Para cada dia do ano e de nossas vidas, Deus nos guarda este pedido de coragem para o enfrentamento das adversidades do dia-a-dia.
Maria foi encorajada pelo Espírito Santo através do anjo Gabriel a não temer e assim dar seu sim (Lc 1,30). Os discípulos foram encorajados por Jesus a pregar o Reino de Deus a toda criatura sem nada temer (Mt 10, 26-33). Se pessoas tão preciosas na História da Igreja precisaram ouvir esta palavra de força e coragem, não há nada demais em que nós sintamos medo também. Porém, devemos constantemente buscar em Jesus a coragem para com fé seguir em frente diante das maiores provações.
Ígor Guimarães
Membro Consagrado da Comunidade Obra de Maria
Missão Brasília – DF
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Publicado em fevereiro 25, 2010 por obrademariadf
Se para a Santa Igreja o terço tem importância destacada, para nós membros da Comunidade Obra de Maria não poderia ser diferente, de modo que rezá-lo assume caráter especial no modo de viver nossa vocação. O Terço é uma oração mariana, na qual agradecemos o carinho maternal de Nossa Senhora, pedimos sua intercessão e louvamos a Deus junto com ela.
Como o nosso próprio diz, somos uma Comunidade de devoção mariana. Procuramos seguir seu exemplo de pobreza, castidade e obediência e assim chegar a Jesus Cristo Nosso Senhor por seu intermédio. Tal devoção está estampada inclusive na medalha usada como sinal de consagração por nossos membros, onde Maria está aos pés do Senhor no momento de sua agonia na cruz, juntamente com São João. É o retrato da passagem bíblica na qual somos entregues a ela como filhos e a recebemos por nossa mãe das mãos do próprio Deus. (Jo 19, 26-27)
O Santo Terço também faz parte de nossa regra de vida. Ao nos tornarmos membros da Obra de Maria assumimos voluntariamente, entre outros compromissos, o de rezá-lo diariamente, se possível o Santo Rosário. Isto constitui para nós um importante auxílio para que orientados por Nossa Senhora não nos desviemos do caminho da salvação.
A Comunidade desenvolve atualmente na Missão Brasília, bem como em todas as suas casas de missão, um trabalho chamado Cenáculo (maiores informações neste blog no link “Cenáculo”). Trata-se da oração do Santo Terço, da invocação do Espírito Santo e da partilha da Palavra de Deus na casa daqueles que desejarem recebê-la. Isto porque a presença de Deus não deve ser sentida somente na Santa Missa, em Grupos de Oração ou Encontros, ela deve e quer se fazer sentir em nossa casa.
Quer vivenciar a experiência do Santo Terço na sua casa?
Entre em contato com a Comunidade Obra de Maria (61) 3331-2085 ou deixe seu comentário.
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